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Daniela Ramos comemora o crescimento no números de transplantes e melhor recptividade das famílias em consentir a doação de órgaos de entes falecidos em Alagoas (Foto Agência Alagoas)

 

Pouco mais de 300 – são, ao todo, 304 – portadores de insuficiência renal crônica estão inscritos na fila para transplante renal em Alagoas, disse a coordenadora da Central de Transplantes, Daniela Ramos. Mas esse número, ela admite, pode crescer mais – muito mais.

É que Alagoas tem hoje cerca de 1.500 pacientes em diálise. Nessa condição, seus rins não funcionam mais e precisam ser substituídos pela máquina hemodializadora ou por outro rim. E neste caso é necessário o transplante.

Mas por que então só 304 estão na fila do transplante? Segundo Daniela, depende das equipes dos serviços de hemodiálises prepararem esses pacientes para que se tornem aptos a um procedimento cirúrgico de transplante.

Mas ainda assim dificilmente todos pacientes em diálise entrariam na fila. É que, além de alguns já se encontrarem em situação física bastante comprometida pela própria doença e outras vinculadas, e por isso sem mais indicação de transplante, há ainda alguns que estão inscritos em filas de transplante de outros Estados.

São pacientes que buscaram outros centros como alternativa a uma melhor perspectiva de conseguir uma doação em circunstâncias menos difíceis que em Alagoas. É que até alguns anos atrás o número de doações em Alagoas estava bem abaixo da média nacional.

Daniela Ramos explicou que não tem como saber quantos são esses pacientes. “Só temos acesso ao nosso cadastro. Não há como saber a fila dos outros Estados”, disse.

Bons números - A expectativa agora é que os novos renais crônicos optem pela fila de transplante nativa, em razão dos bons resultados obtidos nos últimos anos pela Central de Transplante de Alagoas. Segundo Daniela Ramos, em 2016 foram realizados 91 transplantes renais, cardíacos e de córneas no Estado; ano passado esse número saltou para 134.

Os números do primeiro semestre desde ano ainda não foram fechados, mas já é possível saber que foram realizados nesse período oito transplantes renais. Daniela Ramos espera ter os números gerais até o final deste mês, quando a Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos (ABTO) divulgará seu balanço nacional.

Mas ela comemora que tenha havido já este ano novo crescimento no número de transplantes em Alagoas. “Isso se deve a muito trabalho de toda nossa equipe”. Ela destacou também a importância da conscientização das famílias em autorizar a doação do órgão do ente morto e as participações dos médicos em manter o paciente em morte encefálica em condições de aproveitamento dos órgãos.

- O índice de negativa familiar em 2016 foi de 71% em Alagoas; em 2017 baixamos para 44¨%. Foi uma redução significativa, graças ao trabalho de abordagem que nossas equipes têm feito junto às famílias. Esperamos agora este ano reduzir ainda mais esse percentual de recusa – disse Daniela Ramos.

Quanto as participações dos técnicos, Daniela enfatiza os trabalhos e treinamentos constantes das equipes multidisciplinares, “sempre prontas para atuar a qualquer hora do dia”, e dá méritos aos gestores da saúde, “pelo apoio ao nosso trabalho”.

 

 

 

 

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